Em Curitiba Beto Richa deve ter vários concorrentes nas urnas, mas poucos devem ser realmente adversários na luta pela prefeitura. Apenas Gleise Hoffmann pode assustar, apesar de que Richa tende a levar ainda no primeiro turno.
Em São Paulo, de fortes candidatos, só Alckmin (por que foi insistente), Marta e Kassab podem chegar ao segundo turno. Os outros dificilmente levam.
No Rio de Janeiro, Marcelo Crivela e Fernando Gabeira são as forças. Os demais, perdem no quesito estrutura e poderio para manter uma campanha de três longos meses.
Em Porto Alegre, além do atual prefeito José Fogaça, três mulheres são fortes candidatas, mas devem brigar pela outra vaga no segundo turno.
Dessas capitais, que acompanho mais durante as eleições, a Gaúcha é a que pode surpreender mais. No resto, mesmo sabendo que em política tudo pode acontecer, não sei se surpresas tão grandes – como a eleição de alguém que não tenha sido citado até aqui – podem acontecer.
Talvez os melhores políticos nem sejam eleitos e nem mesmo os melhores estejam com mais chance de vitória em cada cidade, mas a realidade atual aponta para a polarização em alguns poucos nomes, mesmo antes do início oficial das campanhas.
Diminui a quantidade de bons nomes, mas a qualidade dos debates deve ser a mesma. Muitas acusações, poucas propostas e a população tendo que escolher o “menos pior”.
PS: Claro que há excessões, mas não são muitas. Posso colocar, como eleitor e comentarista, nomes como Gabeira (RJ), Manuela D’Ávila (PoA) – entre os bons políticos que não têm cargo no executivo hoje. Talvez outros surpreendessem na administração. Mas não sei se a população tende a tentar essas mudanças.