Com a reforma gramatical da língua portuguesa, será possível escrever “negoceio”, quando quiser falar que realiza negócios. Isso quer dizer que não importará dizer “eu negocio” ou “eu negoceio”. Ambos estarão corretos.
Pior que isso: pára e para, se escreverão “para”. Não haverá mais diferença. “Contra-regras” será “Contrarregras” e “Microondas” passará à “Micro-ondas”.
“Enjoo” e “voo”. Sim: Não existirão mais acento circunflexo para essas palavras e todas as outras terminadas em “oo”. Assim, “crêem”, “vêem”, “dêem” e “lêem” também se escrerão sem acento.
E ainda: “idéia” e “assembléia”, por exemplo, não terão mais acento agudo. Essas são algumas das mudanças com a reforma gramatical, que ainda não tem data para ser confirmada e quando o for, terá um prazo longo para adaptação. E para os portugueses, só mudará mesmo “acção” e “herva”, por exemplo. Letras que não são pronunciadas vão ser cortadas e as palavras escritas como no Brasil.
Num país com tantas dificuldades de se formar leitores e estudantes que saibam escrever corretamente, mudar o que já está no costume dos brasileiros só pode ser considerado um erro.
Leva tanto tempo para se diminuir uma misera casa decimal da porcentagem de analfabetos no Brasil e os pseudo-intelectuais (Será que é assim mesmo que se escreverá?) alteram muita coisa que não vai ajudar em nada (excetuando-se o caso da trema).
E aquilo que muita gente escreve errado – “também” e “alguém” – continuará do jeito que está.
PS: Preocupado com os erros do editor de texto do seu computador quando a medida for realmente adotada?