Que o Brasil é um país em que os machistas ainda são muitos, ninguém duvida. Mas duas coisas me surpreenderam em uma semana. E o problema disso tudo, é que a religião está ligada aos casos. O que é ainda pior.
No programa “O Aprendiz 5 – O Sócio”, do dia 20 de maio, um dos participantes foi acusado de machismo pelas duas líderes das equipes que disputavam o programa. Elas alegaram, inclusive, que o participante de nome Henrique disse que “uma mulher nunca poderia chegar a ser sócia de Justus” e que ele teria mostrado passagens biblicas que comprovariam o papel inferior da mulher.
Essa última citação não foi apresentada pela Record, nem para desmentir, nem para confirmar o que disse a participante. Justamente a Record, de propriedade do fundador da Igreja Universal.
Na manhã de hoje, recebi uma edição da semana passada do jornal “Folha Universal”, produzido pela denominação acima citada (é, a gente tem que ler sobre tudo). Pois bem: numa coluna em que mulheres apaixonadas buscam conselhos com uma “obreira” da igreja, uma delas citou que, com 21 anos, estava apaixonada por um membro da igreja que tem 17 anos, mas que “ninguém lhe dá essa idade”.
O mais intrigante é a resposta da “conselheira”, que transcrevo aqui a primeira parte, que interessa ao assunto postado.
“Amiga, o problema não é a aparência, mas a idade. Você é mais madura e terá dificuldades em submeter-se a ele”.
Incrível, como no século 21 a religião tenha posicionamento tão esdrúxulo. “Submeter-se”. Existe algo mais absurdo em pleno ano 2008?
PS: Não quero levar nada para o lado religioso. Mas o caso Record / Universal (igreja), no sentido religioso, é claro, merece muitos comentários.