Evandro Harenza

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Vereadores – mais assunto

In Notícia, Opinião on 30/05/2008 at 17:52

Estive pesquisando na internet e por causa de uma pergunta de um colega de trabalho, entrei no site da Câmara de Vereadores de Colombo-PR. Na cidade, são 13 vereadores. Entrei no site do TSE ao mesmo tempo e pesquisei sobre as eleições de 2004, para saber por que partidos eles foram eleitos.

Dos 13, onze mudaram de partido. Dá pra acreditar? Sim, em política tudo pode acontecer.

Não que tenhamos que tratar a política como suja e pensar que nenhum político presta. Mas, que muitos vereadores não saber o que quer dizer ideologia e respeito ao eleitor, há isso é verdade.

Não se pode levar no 8 ou 80. É melhor pesquisar, ouvir as propostas e conhecer a vida política e pessoal dos candidatos. Se serão nossos representantes, precisam merecer nossos votos. Acredito que alguns políticos se salvam. Se não não acreditaria em mim mesmo, por que todas as pessoas são políticas. Mesmo que não saibam ou não pensem assim.

PS: E falando de Colombo, nem o prefeito continuou no mesmo partido. Dá pra acreditar? Dá, sempre dá!

Série C

In Opinião on 21/05/2008 at 17:51

O Paraná Clube disputou três jogos na segunda divisão do Campeonato Brasileiro até agora. Somou apenas um ponto, marcou apenas um gol e sofreu cinco. É o 17º colocado e pode fechar a rodada em último, com os jogos do final de semana.

Os tricolores de Curitiba disputaram duas vezes a segunda divisão e foram campeões nas duas oportunidades (1992 e 2000, no Módulo Amarelo da Copa João Avelange). Muitos torcedores disseram, na queda de 2007, que o Paraná nunca disputou duas séries B em anos consecutivos. Verdade. Verdade também que o clube não necessariamente precisa subir de divisão para manter o tabu.

Se continuar sonhando (até mais do que pensando) como grande e se achando favorito na segundona, o time da gralha azul pode muito bem ser rebaixado para a série C. E isso não me surpreenderia.

Guarani, Santa Cruz, Paysandu e outros grandes nos seus estados já seguiram esse caminho: A – B – C. Cairam num ano da primeira para a segunda divisão e no ano seguinte minguaram na segundona, indo para a terceira divisão do nacional.

Ninguém na capital paranaense quer o Paraná na série C, até por que, o tricolor é como um segundo time dos torcedores do Coritiba e do Atlético. Mesmo pensando diferente, os torcedores sabem disso. Pergunte para um torcedor da dupla Atletiba (ou pergunte a si mesmo se for o caso) se num confronto entre Paraná e o rival do time do seu coração (Atlético no caso do Coxa e vice-versa) pra quem você torceria? A resposta é certa: Para o Paraná (ou Paranazinho, como chamariam numa proximidade quase familiar entre o seu clube e o time da Vila Capanema).

Certo é que o Paraná não pode se dar ao luxo de pensar como grande numa competição em que é igual a tantos outros. Tirando o Corinthians, muitos dos demais estão no mesmo nível. Tanto técnico como financeiro (a grande vantagem do timão é essa). Desde o Juventude, mais ao sul, até o Fortaleza, no Nordeste.

Grêmio, Palmeiras, Botafogo e Atlético-MG foram grandes que disputaram a série B como clubes de segundona e conseguiram o acesso no mesmo ano. O Coritiba não pensou assim na hora da substituição do treinador que vinha perdendo pontos importantes e não tinha mais o apoio da torcida (acabou não substituindo) e teve que amargar mais um ano na divisão de acesso do Brasileirão.

Hoje, se tiver que apostar, meu palpite coloca o Paraná, no mínimo, lutando contra o rebaixamento até os últimos dez jogos. Mas opinião é opinião e a gente não aposta dinheiro quando não tem (é o meu caso).

PS: Se os paranistas acharam ruim a comparação com grandes nos seus estados, como Santa Cruz, Paysandu e Guarani, lembro que o Fluminense também disputou a série B, em 1998 e acabou rebaixado à série C. Em 1999 foi campeão da terceirona e só não disputou novamente a segunda divisão por que houve virada de mesa. Mas era o Fluminense e os tempos eram outros. Sendo o Paraná e nos anos 2000, virada de mesa só por briga entre torcedores e sendo mesa de bar. O que também é uma calamidade.