O Paraná Clube disputou três jogos na segunda divisão do Campeonato Brasileiro até agora. Somou apenas um ponto, marcou apenas um gol e sofreu cinco. É o 17º colocado e pode fechar a rodada em último, com os jogos do final de semana.
Os tricolores de Curitiba disputaram duas vezes a segunda divisão e foram campeões nas duas oportunidades (1992 e 2000, no Módulo Amarelo da Copa João Avelange). Muitos torcedores disseram, na queda de 2007, que o Paraná nunca disputou duas séries B em anos consecutivos. Verdade. Verdade também que o clube não necessariamente precisa subir de divisão para manter o tabu.
Se continuar sonhando (até mais do que pensando) como grande e se achando favorito na segundona, o time da gralha azul pode muito bem ser rebaixado para a série C. E isso não me surpreenderia.
Guarani, Santa Cruz, Paysandu e outros grandes nos seus estados já seguiram esse caminho: A – B – C. Cairam num ano da primeira para a segunda divisão e no ano seguinte minguaram na segundona, indo para a terceira divisão do nacional.
Ninguém na capital paranaense quer o Paraná na série C, até por que, o tricolor é como um segundo time dos torcedores do Coritiba e do Atlético. Mesmo pensando diferente, os torcedores sabem disso. Pergunte para um torcedor da dupla Atletiba (ou pergunte a si mesmo se for o caso) se num confronto entre Paraná e o rival do time do seu coração (Atlético no caso do Coxa e vice-versa) pra quem você torceria? A resposta é certa: Para o Paraná (ou Paranazinho, como chamariam numa proximidade quase familiar entre o seu clube e o time da Vila Capanema).
Certo é que o Paraná não pode se dar ao luxo de pensar como grande numa competição em que é igual a tantos outros. Tirando o Corinthians, muitos dos demais estão no mesmo nível. Tanto técnico como financeiro (a grande vantagem do timão é essa). Desde o Juventude, mais ao sul, até o Fortaleza, no Nordeste.
Grêmio, Palmeiras, Botafogo e Atlético-MG foram grandes que disputaram a série B como clubes de segundona e conseguiram o acesso no mesmo ano. O Coritiba não pensou assim na hora da substituição do treinador que vinha perdendo pontos importantes e não tinha mais o apoio da torcida (acabou não substituindo) e teve que amargar mais um ano na divisão de acesso do Brasileirão.
Hoje, se tiver que apostar, meu palpite coloca o Paraná, no mínimo, lutando contra o rebaixamento até os últimos dez jogos. Mas opinião é opinião e a gente não aposta dinheiro quando não tem (é o meu caso).
PS: Se os paranistas acharam ruim a comparação com grandes nos seus estados, como Santa Cruz, Paysandu e Guarani, lembro que o Fluminense também disputou a série B, em 1998 e acabou rebaixado à série C. Em 1999 foi campeão da terceirona e só não disputou novamente a segunda divisão por que houve virada de mesa. Mas era o Fluminense e os tempos eram outros. Sendo o Paraná e nos anos 2000, virada de mesa só por briga entre torcedores e sendo mesa de bar. O que também é uma calamidade.